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FEIJÃO: A saída para o mercado brasileiro

terça-feira, setembro 18, 2018


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“O produtor precisa entender que se não temos apoio público. Temos que resolver entre nós"

Nesta segunda matéria da série de reportagens sobre o mercado brasileiro de feijão, perguntamos ao presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses (Ibrafe), Marcelo Lüders, qual seria a saída para o setor. A primeira coisa mencionada pelo especialista seria o “apoio da APEX para divulgar feijões lá fora, no exterior”.
Ele lembra que o Ibrafe estará junto com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos neste mês em Nova Dhéli desenvolvendo o mercado indiano. Serão feitas diversas degustações de receitas locais preparadas com feijão-carioca. 
Além disso Lüders defende uma campanha nacional para diversificação de consumo e consequente aumento do percentual percapita: “Para ter recursos criar um fundo nacional para desenvolvimento deste segmento. Mato grosso acaba de criar, e 0,35% será investido em pesquisa e ações que aumentem exportação e consumo”. 
“O produtor precisa entender que se não temos apoio público. Temos que resolver entre nós e isso implica em ele também contribuir, junto com os demais elos da cadeia para criar as condições que acelerem a pesquisa e o crescimento do consumo e exportação”, sustenta o presidente do Ibrafe.
Ele lembra que, “desde que organizados, temos um enorme mercado potencial para exportação. Há crescimento de vários mercados ao redor do mundo. A nossa competitividade vive um bom momento – portanto é hora de avançar e conquistar mercados. No mercado interno podemos aumentar o consumo. Jamais houveram campanhas organizadas”. 
“Temos planos com apoio público em Curitiba (PR) de iniciar em 2019 um ‘laboratório’ buscando desenvolver ações com crianças e também adultos para conhecerem degustarem e aprenderem a preparar outros feijões além dos tradicionais. Teremos o maior evento do mundo no setor o GPC Global Pulse Confederation em junho de 2019 será no rio de janeiro. Reunirá delegados de cerca de 1000 delegados mais de 700 empresas importadoras de pulses de 55 países diferentes”, conclui.
Segunda-feira: Cenário atual e futuro do feijão
Fonte: AgroLink

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