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Época de amostragem foliar e efeito de doses de nitrogênio e potássio em plantas adultas de macaúba

quinta-feira, julho 19, 2018


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 Autor: Otto Herbert Schuhmacher Dietrich

A macaúba (Acrocomia aculeata) é uma palmeira oleífera de grande dispersão natural no Brasil. Diversos estudos vêm contribuindo para a viabilização de cultivos agrícolas desta espécie, como na área de propagação, melhoramento genético, colheita e pós-colheita e desenvolvimento de práticas culturais. Contudo, muitos aspectos nutricionais da macaúba ainda são pouco conhecidos, como as exigências nutricionais, metodologia de avaliação do estado nutricional e o efeito de adubações nas diferentes fases de desenvolvimento da planta. Dessa forma, objetivou-se com este trabalho avaliar a variação sazonal dos teores foliares de nutrientes minerais e indicar época para amostragem e interpretação do estado nutricional de macaúba e, avaliar o efeito de doses de nitrogênio e potássio em três acessos de macaúba no início do estádio reprodutivo (sexto e sétimo anos).


Para isso, foram realizados dois experimentos com plantas adultas de macaúba cultivadas. No primeiro experimento foram avaliados os teores foliares de macro (N, P, K, Ca, Mg e S) e micronutrientes (Cu, Mn, Fe e Zn) em 12 épocas de amostragem (janeiro a dezembro de 2016). Dentre os macronutrientes, apenas o Mg não apresentou variação sazonal significativa. Em relação aos micronutrientes, houve variação sazonal para o Mn e o Fe. A técnica de otimização de Tocher separou as épocas de amostragem em quatro grupos, sendo o maior grupo de estabilidade das variações dos nutrientes representado pelas épocas de amostragem de março, abril, maio, junho e julho. Existem variações sazonais nos teores de N, P, K, Ca, S, Mn e Fe nas folhas de macaúba e a amostragem foliar deve ser realizada no período de maio e junho, período com menores variações sazonais, menor influência de déficit ou excesso de chuvas e demanda de órgãos em formação (drenos).

No segundo experimento foi avaliado o efeito de cinco doses de NK (0, 250, 500, 750 e 1000 g/planta) na proporção de 0,42 de N (uréia) e 0,58 de K (KCl), em três acessos de macaúba originários de diferentes regiões de Minas Gerais (BGP 7, BGP 9 E BGP 15) durante dois anos de avaliação (sexto e sétimo anos). Foram avaliadas características vii vegetativas, características produtivas e teores foliares de N e K. Não foi observado efeito de interação tripla entre os fatores. Houve interação dupla apenas entre os fatores dose e ano para as características número de espatas emitidas, número de cachos, massa de raque, massa de frutos e número de frutos por planta e teores foliares de N e K, e entre os fatores acesso e ano para as características número de espatas emitidas e massa média da raque.

Para características vegetativas observaram-se ganhos positivos em função da dose e máximas respostas próximas da maior dose aplicada. Para a maioria das características produtivas observou-se maiores ganhos no sétimo ano após o plantio.

A macaúba é responsiva à adubação nitrogenada e potássica, com maior produtividade de frutos na dose de 757,64 g/planta de NK. Os acessos de macaúba apresentam efeitos diferenciados em relação às doses de NK, sendo o acesso BGP 15 superiores aos demais.

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