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Brasil já tem as respostas para atender demanda de alimentos em 2030

terça-feira, fevereiro 06, 2018

Ministro do MAPA participou de fórum global de alimentação na Alemanha.

Proteção ambiental, sistemas integrados, tecnologia e produtividade: características que fazem do Brasil um gigante na produção de alimentos, representando papel de destaque na crescente demanda mundial por comida. Até 2030, será acrescentado um bilhão de pessoas ao planeta Terra. Todo mundo come, então, como providenciar recursos para vencer este desafio – que pode saltar para 9 bilhões apenas 20 anos depois?
Em discurso no Fórum Global para a Alimentação e a Agricultura (GFFA), em Berlim (Alemanha) na última quinta-feira (18), o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA, Brasília/DF), Blairo Maggi, afirma que o Brasil tem a resposta.
Entre os pontos fortes do País ele destaca avanços tecnológicos alcançados nos últimos anos e os cuidados ambientais previstos na legislação brasileira. “O exemplo inovador do Brasil, aliando produção com sustentabilidade, poderá minimizar os efeitos do aquecimento global, conservar a biodiversidade, contribuir para a segurança alimentar e para a qualidade de vida no planeta”, reforça.
Maggi fez questão de frisar no encontro que “campanhas mal-intencionadas de competidores ineficientes tentam denegrir a trajetória mais vitoriosa de um país tropical no mercado internacional agropecuário”.
O ministro complementa relembrando que a legislação ambiental brasileira é uma das mais rígidas e exigentes, principalmente com os produtores rurais. Ele explica que o Código Florestal, aprovado em 2012, estabeleceu regras específicas para a atividade agropecuária, definiu áreas de preservação ambiental nas beiras de rios e fontes, topos de morros e encostas, criando corredores ecológicos e preservando a biodiversidade.
“O rebanho brasileiro aumentou de 145 milhões, em 1990, para 218 milhões em 2017, reduzindo o tamanho da área de pasto, no período, de 188 milhões de hectares, para menos de 167 milhões”, afirma, dizendo que essa tendência tem sido intensificada com o uso de tecnologias como a integração agricultura, pecuária e florestas.
O ministro ressaltou que foi ainda mais significativo o incremento na produção de grãos, de 386%, em 40 anos, enquanto o aumento de área foi de 33%. De acordo com Blairo Maggi, o uso de tecnologia e da inovação, em ambiente tropical, propiciou plantio de duas safras por ano com a fixação biológica de nitrogênio e o plantio direto, além de técnicas que auxiliam na incorporação de matéria orgânica e na proteção dos solos de cerrado.
Proteção ambiental é o nosso forteAs propriedades rurais no Brasil são obrigadas também, a contarem com área de proteção permanente que varia de acordo com o bioma em que estão localizadas: na Amazônia, 80% da área deve ser protegida, no cerrado 35%, e nos demais biomas, 20% –  tudo isso sem receber subsídios do governo por essa prática.
Para o titular do ministério, este é o resultado desse esforço dos produtores rurais e da sociedade brasileira. Ele ainda cita a preservação de 66,3% do território brasileiro, coberto por vegetação nativa, sendo que 20,5% se encontram em propriedades rurais (os 66,3% do território nacional, compreendem 5,64 milhões de hectares, área maior do que a de 28 países da União Europeia, do que a área da Índia e de duas vezes a da Argentina).
Sistemas integradosDesde 2009, o governo executa o Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC) que até o ano passado financiou mais de 30 mil projetos e investiu cerca de US$ 6,4 bilhões. Mais de 12 milhões de hectares estão hoje sobre o sistema integrado de agricultura, pecuária e floresta.
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Este sistema é largamente reconhecido por permitir uso mais eficiente da terra, preservando solos e recursos hídricos, unindo produtividade, bem-estar animal e diversificação da produção, além de aliviar a pressão para a abertura de novas áreas de produção.
O sucesso dessas e outras tantas iniciativas do Brasil voltadas para o setor agropecuário, pode levar a atividade pecuária a ter um sequestro de carbono de até 4,5 bilhões de toneladas nos próximos 30 anos ao recuperar 15 milhões de hectares de pastagens degradadas e reflorestar 12 milhões de hectares, até 2030.
Fonte: MAPA

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