Buscar

Descoberta aumenta eficiência de biocombustíveis e torna gramíneas mais digeríveis ao gado

terça-feira, janeiro 16, 2018

Supressão de gene também torna gramíneas mais digeríveis ao gado


Resultado de imagem para ru minantes
A supressão do gene descoberto pela equipe (que alia cientistas do Brasil, Reino Unido e Estados Unidos) aumentou a liberação de açúcares em até 60%. De acordo com a pesquisa, publicada nesta segunda-feira (08.01) na revista New Phytologist, será possível o desenvolvimento de gramíneas mais digeríveis e com maior valor nutricional para os animais ruminantes.



Foi identificado por uma equipe de pesquisadores sediada na Embrapa um gene responsável pela “dureza das paredes celulares vegetais”. Na prática, o achado permite aumentar eficiência da produção de biocombustíveis e tornar gramíneas mais digeríveis ao gado.
Isso porque o maior poder calorífico da biomassa vegetal está contida nas fortes paredes celulares das gramíneas forrageiras. Essa robustez, explica a Embrapa, dificulta a digestão no rúmen de bovinos e ovinos e é um obstáculo para a produção de etanol nas biorrefinarias.
“O impacto da pesquisa é potencialmente global, pois todos os países utilizam pastagens para alimentar seus animais e várias biorrefinarias em todo o mundo usam essa matéria-prima”, diz Rowan Mitchell, biólogo de plantas do Rothamsted Research, no Reino Unido, e co-líder da equipe.
Também coordenador dos trabalhos, o pesquisador Hugo Molinari do Laboratório de Genética e Biotecnologia da Embrapa Agroenergia informa que o setor envolve cifras bilionárias: “Somente no Brasil, os mercados potenciais desta tecnologia foram avaliados no ano passado em R$ 1,3 bilhão (US$ 400 milhões) para o segmento de biocombustíveis e de R$ 61 milhões para alimentação de bovinos. Além do impacto econômico, é importante dizer que é uma descoberta muito importante para a comunidade científica”.
“De forma econômica e ambiental, o setor agropecuário se beneficiará de uma forragem mais eficiente e nossa indústria de biocombustíveis se beneficiará da biomassa que precisa de menos enzimas para quebrá-la durante o processo de hidrólise”, conclui Molinari.
Fonte: AgroLink

Veja também:

0 comentários

Agradecemos seu comentário! Volte sempre :)

Categorias

Total de visualizações de página