Buscar

Conferência do Clima se encerra e Acre reafirma compromisso com o meio ambiente

segunda-feira, novembro 20, 2017

7
Na COP23, o Acre firmou nova parceria com a Alemanha e o Reino Unido (Foto: Sérgio Vale/Secom)
A Conferência do Clima COP23, em Bonn (Alemanha), chegou ao fim neste sábado, 18. O pedido por mais ambição nas decisões em favor do clima global e um avanço no Livro de Regras do Acordo de Paris, firmado na COP21, em Paris, marcaram os trabalhos dos mais de 27 mil participantes.
Desde as semanas anteriores à abertura da conferência, a urgência em parar a mudança do clima causada pelo efeito estufa era anunciada e colocava o mundo em alerta para a tomada de decisões positivas. Por exemplo, a Organização Mundial de Meteorologia (OMM) divulgou relatório anunciando um “crescimento perigoso do dióxido de carbono na atmosfera nas últimas sete décadas, chegando a nova alta em 2016″.
A missão dos delegados e países presentes à COP era avançar nas regras para que o Acordo de Paris pudesse alcançar suas metas, entre as principais, baixar as emissões de carbono para que o mundo não aqueça mais do que 2 graus Celsius até o fim do século.
Entre as decisões tomadas está o lançamento de uma conversa mais amigável entre as Partes* para 2018, o Diálogo de Talanoa, palavra em Fiji, país que preside a COP, que significa diálogo inclusivo, participativo e transparente. Com isso, os membros irão fazer um balanço dos esforços coletivos quanto ao progresso no objetivo de limitar o aquecimento do planeta.
O secretário-geral da Organização da Nações Unidas (ONU), António Guterres, reafirmou o sentido de urgência que os países precisam ter e apontou cinco áreas de ação em que é preciso fazer mais: emissões, adaptação, financiamento, parcerias e liderança.
O secretário-geral deixou ainda uma mensagem proclamando a união. “No final, só existe uma ambição que importa: construir um mundo seguro de paz, prosperidade, dignidade e oportunidade para todas as pessoas, um planeta saudável e desenvolvimento sustentável e inclusivo. O mundo conta com sua sabedoria e antecipação.”
O governador Tião Viana falou da importância do Acre e da Amazônia no combate à mudança do clima (Fotos: Sérgio Vale/Secom)

Contribuição amazônica

As nações protagonizam o debate global, estabelecem metas e até mesmo resolvem voltar atrás nos acordos firmados, como é o caso dos Estados Unidos, que anunciou sua saída do Acordo de Paris este ano. Enquanto isso, os estados subnacionais se unem e criam uma nova aliança em busca de soluções para o clima.
Na COP23, o Acre fez parte de duas dessas uniões dos governos estaduais. Primeiro, durante encontros da Força-Tarefa de Governadores para o Clima e Florestas (GCF). O governador Tião Viana, juntamente com sua equipe de governo, participou das discussões de fortalecimento dos povos indígenas como grandes atores de contribuição para ajudar a resolver o problema do clima.
Ainda no âmbito do GCF, o governador participou do debate de regulamentação do Desafio Balikpapan, documento assinado na reunião anual do GCF realizada em setembro deste ano, em Balikpapan na Indonésia. O conteúdo do documento aborda iniciativas integradas para ações de combate ao desmatamento.
“Nós, das florestas tropicais, com altivez dizemos: representamos 25% das metas da luta contra o aquecimento global para este século”, declarou Tião Viana em seu discurso. Em sua fala, o governador demonstra que a Amazônia faz parte do debate global e que está lutando contra o desmatamento, um dos principais fatores de contribuição para o aquecimento do planeta.
“A floresta tropical não é apenas uma região de valor para o planeta, mas essencial para a sobrevivência da humanidade”, disse Tião Viana (Foto: Sérgio Vale/Secom)
O Acre foi também um dos protagonistas durante o Amazon Bonn, evento realizado pelos Fórum de Governadores da Amazônia Legal, com apoio do Ministério do Meio Ambiente do Brasil e parceiros. Na ocasião, Acre e Mato Grosso assinaram acordos com o banco de desenvolvimento alemão KfW, no qual a Alemanha e o Reino Unido irão transferir recursos por resultados alcançados no combate ao desmatamento.
Com isso, o Acre entra em sua segunda fase do programa REM (REDD para pioneiros), recebendo agora 30 milhões de euros, que atualmente chegam a mais de R$ 115 milhões.
O estado foi o primeiro a aplicar esse programa, começando no ano de 2012. Os recursos foram aplicados no desenvolvimento de cadeias produtivas sustentáveis e na inclusão dos povos indígenas e comunidades tradicionais em diversas políticas públicas.
“Hoje temos cerca de quatro mil famílias envolvidas na extração da castanha e no trabalho com a seringueira. Temos as cooperativas de trabalhadores da floresta reunidas e organizadas com alto resultado econômico”, citou o governador acreano, como exemplo de avanço social e econômico que está ocorrendo na floresta. Atualmente, o Acre é o segundo maior produtor de castanha-do-brasil, uma atividade que pode gerar R$ 50 milhões por ano.
Quando cita outras atividades florestais, como o plantio de frutíferas, cultivo de abelhas para produção de mel, extração de óleos vegetais com alta agregação de valor, Tião Viana reafirma que é necessário o apoio para a consolidação dessa economia de baixa emissão de carbono. “Nós precisamos da plataforma industrial que nos assegure a escala. Este é o debate que está faltando. Precisamos da última etapa, que é o investimento do capital de giro no nosso estado”, declara o governador.
O debate suscitado por Tião Viana em seu discurso para as organizações em favor do clima, fundos de investimentos e empresários é corroborado por uma das ações que o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirma ser imprescindível: o financiamento. “Precisamos parar de fazer apostas em um futuro insustentável que irá colocar sociedades em risco”, declarou Guterres, mencionando que em 2016 foram investidos 825 bilhões de dólares em combustíveis fósseis e setores de alta emissão.
 
Fonte: Agência AC 

Veja também:

0 comentários

Agradecemos seu comentário! Volte sempre :)

Categorias

Abastecimento (10) Abiove (2) Acordo Internacional (8) Acrocomia aculeata (32) Agricultura (13) Agroenergia (18) Agroindústria (8) Agronegócio (33) Agropecuária (14) Alimentos (242) Amazônia (5) animal nutition (1) ANP (21) Arte (1) Artigo (6) Aspectos Gerais (177) Aviação (28) Aviation market (14) B12 (1) B13 (2) Bebidas (1) Biochemistry (5) Biocombustíveis (275) Biodiesel (172) Bioeconomia (25) Bioeletricidade (8) Bioenergia (59) Biofertilizantes (2) Biofuels (97) Biomass (7) Biomassa (68) Biomateriais (2) Biopolímeros (7) Bioproducts (1) Bioprodutos (4) Bioquerosene (24) Biotechnology (31) Biotecnologia (21) Bolsa de Valores (11) Brasil (6) Brazil (28) Cadeia Produtiva (3) Capacitação (1) Carvão Ativado (5) CBios (18) CCEE (1) Celulose (1) Cerrado (5) Ciência e Tecnologia (231) Clima e ambiente (198) climate changed (39) CNA (1) Cogeração de energia (18) Combustíveis (48) Combustíveis Fósseis (13) Comércio (2) Consciência Ecológica (9) COP24 (76) COP25 (20) COP26 (2) Copolímeros (2) Cosméticos (22) Crédito de Carbono (37) Crédito Rural (1) Créditos de Descarbonização (10) Cultivo (97) Curso (1) Davos (2) Desenvolvimento Sustentável (33) Diesel (7) Diesel Verde (2) eco-friendly (4) Economia (50) Economia Circular (1) Economia Internacional (105) Economia Verde (166) Economy (30) Ecosystem (5) Efeito estufa (12) Eficiência energética (27) Empreendedorismo (1) Empresas (3) Energia (49) Energia Renovável (199) Energia Solar Fotovoltaica (4) Etanol (31) Europa (1) event (9) Eventos (90) Exportações (38) Extrativismo (30) FAO (1) Farelos (33) farm (1) Fibras (8) Finanças (3) Floresta plantada (84) Fomento (1) Food (42) food security (7) forest (1) Fuels (22) Gás (1) Gasolina (1) Gastronomia (1) GEE (1) Glicerina (1) Global warming (87) Green Economy (123) health (22) IBP (1) Incentivos (1) Industry 4.0 (1) Inovação (32) IPCC (14) L72 (4) L73 (1) Legislação (5) Lignina (2) livestock (4) Low-Carbon (45) Lubrificantes e Óleos (20) Macaúba (540) Madeira (3) Mamona (1) Manejo e Conservação (53) MAPA (3) Meio Ambiente (112) Melhoramento e Diversidade Genética (61) Mercado (3943) Mercado de Combustíveis (37) Mercado Financeiro (7) Mercado florestal (60) Mercado Internacional (23) Metas (1) Milho (4) MME (10) Mudanças Climáticas (4) Mundo (3) Nações Unidas (1) Nutrição animal (17) nutrition (9) Oil (49) Oleaginosas (44) Oleochemicals (6) Óleos (230) Óleos Essenciais (1) ONU (4) other (1) Palma (7) Paris Agreement (79) Pecuária (71) Pegada de Carbono (68) Personal Care (2) Pesquisa (10) Petrobras (3) Petróleo (18) PIB (1) pirólise (2) Plant Based (14) Política (70) Preços (6) Preservação Ambiental (4) Produção Animal (2) Produção Sustentável (18) Produtividade (5) Produtos (150) Proteção Ambiental (1) proteína vegetal (28) Recuperação de área Degradada (35) Recuperação Econômica (1) Relatório (1) renewable energy (16) RenovaBio (23) Research and Development (9) Resíduos (2) SAF (2) Saúde e Bem-Estar (88) science and technology (45) Sebo (1) Segurança Alimentar (71) Segurança Energética (4) Sistema Agroflorestal (9) Sistemas Integrados (2) Soil (8) Soja (22) Solos (11) Sustainability (45) Sustainable Energy (64) Sustentabilidade (408) Tecnologia (1) Transportes (2) Turismo Sustentável (2) Vídeo (215) World Economy (74)

Total de visualizações de página