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Indústria vê recuperação do setor de rações no 2º semestre

sexta-feira, setembro 08, 2017

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A demanda por rações industrializadas no Brasil caiu 1,5 por cento no 1º semestre deste ano ante igual período de 2016, para 33,1 milhões de toneladas, mas os sinais de retomada das vendas no setor já começam a aparecer, disse nesta segunda-feira o Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações). “A recuperação no ritmo …
A demanda por rações industrializadas no Brasil caiu 1,5 por cento no 1º semestre deste ano ante igual período de 2016, para 33,1 milhões de toneladas, mas os sinais de retomada das vendas no setor já começam a aparecer, disse nesta segunda-feira o Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações).
“A recuperação no ritmo dos embarques e a ainda lenta retomada do poder de compra, resultado da menor inflação e taxa de juros, parecem já refletir na cadeia produtiva, cuja reação perceptível a partir de julho poderá intensificar-se no segundo semestre”, avaliou, em nota, o vice-presidente executivo da entidade, Ariovaldo Zani.
A maior queda no semestre se deu no segmento de gado de corte, com demanda 8,2 por cento menor, diante de incertezas dos pecuaristas frente ao retorno do Funrural e às delações da cúpula da JBS, além do desinteresse do confinador, em resposta ao menor valor da arroba, comentou o Sindirações.
No caso de frangos de corte, houve retração de 1,7 por cento na demanda por rações, para 16,5 milhões de toneladas.
“Apesar do flagrante alívio no custo de produção, a fragilidade do consumo doméstico e o sensacionalismo na divulgação da operação ‘Carne Fraca’ impactaram negativamente a produção e comprometeram a exportação de carne de frango, que recuaram respectivamente 2 por cento e 6 por cento durante o primeiro semestre”, disse Zani.
Houve redução também nos setores suínos (-3,3 por cento), de gado de leite (-3,4 por cento) e em “outros” (-0,5 por cento), o qual inclui aquicultura e de animais de estimação. Apenas o segmento de galinhas poedeiras registrou resultado positivo no semestre, com demanda 9,6 por cento maior.
“O mergulho do preço do milho e do farelo de soja não foi capaz de motivar o confinamento de bois, a alimentação preparada do rebanho leiteiro e o alojamento de pintainhos e leitões, ao contrário dos produtores de ovos que aproveitaram o alívio do custo desses principais insumos durante todo o primeiro semestre”, destacou o Sindirações no comunicado.
(Por José Roberto Gomes) – Extra Globo

Fonte: Editora Stilo

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