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Atuação de auditores fiscais agropecuários reduz custo no agronegócio brasileiro

quinta-feira, setembro 14, 2017

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Estudo da Fundação Getúlio Vargas mostra que o trabalho desses profissionais torna agronegócio brasileiro mais competitivo.
O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) encomendou estudo para a Fundação Getúlio Vargas (FGV) a respeito do impacto da atuação dos auditores fiscais federais agropecuários (Affas) sobre o valor da produção agropecuária brasileira. De acordo com o material produzido, para os cenários estudados, a atuação dos auditores influi positivamente na redução de R$ 71,6 bilhões no gasto com insumos – medicamentos, agrotóxicos etc. –, em R$ 2,9 bilhões na geração de impostos e na geração de 2,2 milhões de empregos.
O estudo fez uma análise quantitativa e outra qualitativa da atuação dos Affas no mercado agropecuário brasileiro. Na qualitativa, a pesquisa agrupou em cinco áreas a atuação dos auditores. São elas: a redução do risco sanitário e fitossanitário, com a fiscalização realizada em portos, aeroportos e fronteiras, que cria uma barreira natural contra a entrada de pragas que põem em risco a agricultura e a pecuária; a abertura e manutenção de mercados para o produto brasileiro, com a fiscalização nas indústrias e a atuação dos adidos agrícolas que atuam junto às embaixadas em países-chave para a expansão do mercado agropecuário brasileiro; no combate às fraudes econômicas, na certificação da qualidade dos produtos de origem animal e vegetal que vão para a mesa dos brasileiros; e no desenvolvimento regional, formulando e aplicando políticas públicas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Para o coordenador do estudo, o consultor Evandro Faulin, a análise qualitativa destacou o papel dos Affas no agronegócio brasileiro. “A atividade dos auditores é muito ampla, mas levando em consideração os resultados registrados pelo setor produtivo é possível afirmar que o trabalho dos Affas é fundamental para o aumento da competitividade do agronegócio brasileiro.”
Para elaborar a análise quantitativa os pesquisadores desenharam possíveis cenários que impactariam negativamente no agronegócio brasileiro caso o trabalho dos Affas não existisse. “Levantamos a possibilidade de culturas brasileiras serem contaminadas por pragas que atingiram países vizinhos e as criações de animais serem contaminadas por doenças como a febre aftosa e a influenza aviária, também conhecida como gripe aviária. A constatação é que o impacto seria de cerca de 8% do Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária brasileira e de 0,4% do PIB do Brasil”, aponta Faulin.
O estudo levou em consideração que o trabalho de fiscalização não é de responsabilidade exclusiva dos Affas. “Nem todo o trabalho de fiscalização é feito só por auditores fiscais federais agropecuários, mas, para a análise quantitativa, levamos em consideração tarefas que são exclusivas da carreira, como a emissão de certificados de exportação e a Autorização de Importação de Produtos Animais e Vegetais e avaliamos o impacto dessas atividades na cadeia produtiva”, explica o coordenador.
Fonte: Ascom

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