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Poluição no ar mata 11 mil por ano em São Paulo

segunda-feira, agosto 14, 2017

 Poluição no ar mata 11 mil por ano em São Paulo
Por: Carlos Minuano - Metro Jornal São Paulo
Mais de 11,2 mil pessoas morrem todos os anos no Estado de São Paulo por problemas de saúde agravados pela alta quantidade de poluentes no ar. Os dados são de um levantamento realizado pelo Instituto Saúde e Sustentabilidade. 
Só na cidade de São Paulo, de acordo com estudo do instituto feito a pedido do Greenpeace, mais de 3 mil mortes serão causadas neste ano por problemas de saúde agravados especificamente pelas emissões de poluentes da frota de ônibus a diesel. Se os coletivos não forem substituídos por outros com combustíveis renováveis, a estimativa é que sejam 7 mil  mortes em 2050. 
Mostrando números sobre os efeitos da poluição na saúde e mortalidade, o instituto quer chamar a atenção para o fato, que, em sua avaliação, é subdimensionado. “Nós médicos, que lidamos com a saúde humana, temos a obrigação de trazer à luz a real dimensão do problema”, disse a médica Evangelina Vormitagg, diretora da entidade.
“Os padrões brasileiros de qualidade no ar estão defasados, são de 1990”, alerta ela. Em 2005, a OMS (Organização Mundial da Saúde) fez uma revisão em seus padrões. A emissão de material particulado por dia de acordo com o órgão não deve ultrapassar 25 µg/m³ (microgramas por metro cúbico). A partir de 50 µg/m³ o nível é considerado de emergência, podendo causar danos à saúde.
“No Brasil o nível tolerado é de 150 µg/m³, três vezes o nível de emergência da OMS”, ressalta Evangelista. Em São Paulo, a Cetesb (agência ambiental paulista), desde 2013, por decreto estadual, reduziu esse valor para 120 µg/m³.    
Enquanto em cidades como Londres e Paris, o nível considerado de emergência é 80 µg/m³, em São Paulo é 500 µg/m³, igual ao da China. Na Cidade do México, a partir de 300 µg/m³ a qualidade do ar é considerada perigosa. “Pior que não mudar o padrão é informar que está bom, sendo que se sabe que não está”, observa Evangelina.
De acordo com Paulo Saldiva, chefe do Laboratório de Poluição Atmosférica da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), o problema da poluição provocada por veículos na capital paulista é ilustrado da seguinte maneira: “Duas horas no trânsito (da capital) equivalem a fumar um cigarro por dia”, afirma o professor. 
Etanol X poluição extra
Outro estudo, publicado neste mês na revista científica norte-americana Nature Communications, mostra que quando a gasolina fica mais barata nos postos da cidade de São Paulo, aumenta em 30% a emissão de nanopartículas –material particulado ultrafino do tamanho de moléculas de gás que adentram no pulmão e na corrente sanguínea.
Os dados analisados são de 2011, período em que houve muitas oscilações no preço do etanol, provocando a substituição do biocombustível pela gasolina.
“As partículas ultrafinas emitidas por veículos atravessam a barreira do sistema respiratório e alcançam os alvéolos pulmonares, levando direto para a corrente sanguínea qualquer metal pesado ou composto tóxico que seja inalado”, diz Paulo Artaxo, professor do Instituto de Física da USP, supervisor do estudo e coautor do artigo “Reduced ultrafine particle levels in Sao Paulo’s atmosphere during shifts from gasoline to ethanol use”.
Arte poluição 
 
Fonte: Metro Jornal 
 
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