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Cidades portuguesas reforçam aposta na criatividade, inteligência e sustentabilidade

segunda-feira, maio 22, 2017


Olhar para a degradação física e até social de um lugar, para a escuridão e para a sujidade, para a tristeza e pensar em como transformar o espaço em algo atrativo, acolhedor, motivador, inspirador. Este é o desafio que Jason Roberts e a sua equipa do projeto internacional de “Placemaking” colocam às comunidades, aos dirigentes, aos estrategas e urbanistas. É preciso pensar, deixar fluir a criatividade e a inspiração mas é preciso saber fazer, saber fazer bem, quase sempre com poucos recursos financeiros mas com o imprescindível envolvimento e ajuda da comunidade, de forma arrojada, mas sustentável.
Esta filosofia de intervenção urbana tem subjacente o diálogo, a proximidade, o saber ouvir e conseguir ir de encontro à realização do sonho. Mas também a capacidade de gerar novas dinâmicas sociais, culturais e até económicas. Um espaço mais atrativo e humanizado é um espaço mais frequentado e movimentado, onde mais facilmente se podem implementar com sucesso novos projetos de desenvolvimento.
Através do projeto “The Better Block”, Jason Roberts, tornou-se uma referência mundial e é atualmente convidado para partilhar o seu conhecimento, a sua experiência e a sua visão criativa das cidades por todo o mundo e vai estar na abertura do Zoom Smart Cities 2017, no dia 7 de junho, em Lisboa.

Já não basta ser Smart
O tema da inteligência não pode cair na banalidade, ser “Smart” não pode ser sinónimo de soluções avulsas, intervenções desajustadas e soltas, ferramentas disfuncionais e inúteis. O conceito “Smart” tem, necessariamente, de representar movimento sustentável, envolvimento das comunidades, partilha de ideias, soluções e ferramentas, pensamento e estratégia a médio e longo prazo. O horizonte tem, mais do que nunca, de se estender no espaço temporal.
Ser “Smart” tem de representar equilíbrio, confiança, segurança e esperança no futuro e o Zoom Smart Cities quer participar nesse processo de seleção, ser uma ferramenta útil que crie critérios para essa necessidade de pensar as cidades como pólos de vida e desenvolvimento, como espaços privilegiados de crescimento e prosperidade, como lugares vivos, “já não basta ser Smart”.
Em 2017 quer-se afirmar como “o evento português das cidades inteligentes” e para tal conta com um grupo de oradores igualmente impressionante.
No dia 8, a conferência abre com Doug Lansky, um conceituado escritor de viagens que está neste momento a promover a necessidade de existir uma estratégia inteligente para o turismo nas cidades. As Smart Cities devem encarar o #turismo como essencial para o desenvolvimento econômico e sustentável. Mas apesar de toda a boa vontade, de muitos estudos projetos e teoria há situações que se estão a complicar em muitas das cidades mais famosas. O “Turismo Massivo” a “gentrificação” a perda de identidade e autenticidade são apenas alguns dos muitos problemas que Doug Lansky tem vindo a observar
Para partilhar experiências e conhecimentos o Zoom Smart Citites 2017 conta também com Frans-Anton Vermast – Strategy Advisor Low Carbon & Connected Urban Policies at Amsterdam Smart City. Ele é um especialista na busca de Oportunidades que tornem as cidades em lugares mais humanizados, onde seja agradável viver e trabalhar.
No painel de cidades, para além de Amsterdão, surgem Dublin, Santander e claro, Lisboa.
Estão felizes com as vossas cidades?
Dois oradores. Um criativo e provocador, Rob Adams, que acredita que um sonho pode mudar o mundo; um investigador metodológico, Boyd Cohen, que fundamenta todas as suas afirmações na observação, na comprovação dos factos. Que fazem juntos? Questionam, intrigam e, esperamos todos, apontam o caminho.
E qual será o caminho para uma sociedade que busca quase em desesperadamente a felicidade? Que mentalidades precisamos mudar, que pensamentos e atitudes temos de adoptar para transformar, reformar, reconstruir a nossa vida nas cidades?
Será outro momento alto do Zoom Smart Cities 2017 que terá, ainda sessões paralelas onde empresas, cidades, start-ups e outros intervenientes relevantes na sociedade vão também compartilhar com a audiência as suas ideias, reflexões e projetos para o futuro.

Fonte: i9magazine

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