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Projeto desenvolvido na UFV recebe Prêmio Novos Talentos para o Alimento Sustentável

sexta-feira, novembro 18, 2016

Sebástian é um dos integrantes da pesquisa que acontece na Estação Experimental de Araponga | Foto retirada do site da UFV
O colombiano Sebástian Giraldo Montoya, pós-doutorando do Programa de Pós-Graduação em Fitotecnia da UFV, ficou em primeiro lugar na categoria “Américas” do Prêmio Novos Talentos para o Alimento Sustentável. A cerimônia de premiação aconteceu, no dia 15 de novembro, em Washington (Estados Unidos), com a participação de lideranças do Instituto Fórum do Futuro e do Banco Mundial. Além do trabalho de Sebástian, outros sete de mestrandos e doutourandos do Brasil foram premiados por contribuírem para um alimento mais saudável, sustentável e resiliente do ponto de vista climático.

O projeto Domesticação da macaúba, recuperação de pastagens degradadas e o estabelecimento do sistema de produção agropecuária de dois andares (Double Store Production System – DSPS) é parte da tese defendida por Sebástian em outubro deste ano. O projeto é coordenado/orientado pelo professor Sérgio Yoshimitsu Motoike e financiado pela Petrobras. Suas atividades tiveram início em 2009 e a previsão é que os resultados sejam apresentados em dois anos. Dentre suas propostas estão “mitigar a emissão de gases do efeito estufa atribuido à pecuária, recuperar as pastagens degradadas, restabelecendo a função socioeconômica dessas terras, e produzir biocombustível de forma sustentável, evitando o impacto direto e indireto do uso do solo”. Integram também o projeto os professores do Departamento de Fitotecnia (DFT) Leonardo Duarte Pimentel e José Antônio Saraiva Grossi e os pesquisadores Domingos Sávio Queiroz (Epamig) e Kacilda Naomi Kuki (DFT).

Prêmio

De acordo com informações divulgadas no site do prêmio Novos Talentos para o Alimento Sustentável, “ele foi criado diante do cenário global que projeta uma crise de oferta de alimentos no horizonte das próximas décadas. É neste contexto que o órgão das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) apela ao Brasil para entregar 40% da demanda suplementar de alimentos ao mercado mundial, um esforço que deve representar um total de mais 100 milhões de toneladas, em vinte anos”.

Seu objetivo é “aproximar jovens universitários das oportunidades acadêmicas, científicas, profissionais e de empreendedorismo embutidas no desafio de aumentar a produção de alimentos em escala planetária e, ao mesmo tempo, intensificar a sustentabilidade dos sistemas produtivos”.

Para o presidente do Fórum do Futuro, Alysson Paolinelli, o prêmio é uma oportunidade de convocar a juventude mundial para o desafio de aumentar a produção de alimentos para atender à crescente demanda mundial e, ao mesmo tempo, ampliar a sustentabilidade do processo produtivo. “Esta tarefa, que implica alimentar adequadamente sete bilhões de pessoas hoje e 9,7 em 2050, segundo a FAO, talvez seja uma das mais desafiadoras da história da humanidade”, disse Paolinelli.

O coordenador do Prêmio Novos Talentos e do Conselho Técnico Científico do Fórum, Evaldo Vilela, destaca a importância de um Novos Talentos Global, em 2017, visando incorporar outros biomas tropicais no esforço da oferta. O Conselheiro Ronaldo Sardenberg ressaltou a importância da mensagem central: o Brasil tem condições de aumentar a produção de alimentos a partir de uma plataforma de responsabilidade social e ambiental. Para Marcio Miranda, do Centro Geral de Estudos Estratégico (CGEE), o prêmio é também uma oportunidade de aprofundar o diálogo com os jovens pesquisadores, conectando o seu trabalho e a visão estratégica do país.

Outros premiados

Na categoria “Pecuária de Baixo Carbono” o vencedor foi Patrick Bressan, da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, em parceria com a Embrapa Gado de Corte (MS), que criou uma plataforma eletrônica para gestão de processos voltados para a redução da emissão de gases de efeito estufa na pecuária bovina. Miriam Selani, da Universidade de São Carlos, foi vitoriosa na categoria “Agregação de Valor Indústria, Comércio e Serviços”, com o desenvolvimento de um hambúrguer a partir de um composto de abacaxi e de milho, que oferece ganhos econômicos, ambientais e nutricionais.

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