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Missão dos países é reduzir a temperatura do planeta, diz ONU

sexta-feira, novembro 18, 2016

Para acelerar a implementação do Acordo de Paris, delegados decidiram que a regularização dele é prioridade
Na capital do Rio Grande do Sul, região mais fria do Brasil, a temperatura explode para a surpresa dos gaúchos | Foto retirada do site A Crítica

Antonio Ximenes

A eleição do republicano Donald Trump (que é contra os acordos que combatem às mudanças climáticas) para a presidência dos Estados Unidos da América e a constatação que o Acordo de Paris, com sua meta de não permitir que a temperatura do planeta se eleve em até 2 graus centígrados neste século, é insuficiente para evitar as catastrofes ambientais, que se aproximam, marcaram a primeira semana da Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU) que acontece na África e terminará no dia 18 próximo.

Para acelerar a implementação do Acordo de Paris, que já foi ratificado por 107 nações, os delegados que conduzem as conversações climáticas decidiram que a regularização desse acordo é prioridade. “Nós estamos decididos nesta direção, porque não há mais tempo a perder”, comentou o embaixador brasileiro na 22ª Conferência, José Marcondes de Carvalho.

O Brasil desfruta de uma posição de liderança mundial na COP e, amanhã, o ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, chega a Marrakech para assumir a direção dos trabalhos da delegação brasileira. O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, o acompanha.

Megaempresário
Maggi, que é o maior produtor individual de soja do mundo, adotou uma política de valorização da sustentabilidade ambiental, associada à produção de alimentos em grande escala. Mesma posição se verifica nos maiores grupos do agronegócio da Comunidade Europeia, Ásia, Estados Unidos da América, e Austrália

As lideranças mundiais do agronegócio temem que o colapso climático arrase as safras e comprometa seus lucros, em decorrência desta realidade, elas estão colaborando para encontrar alternativas agrícolas que possam também ser sustentáveis.

Mobilização
Se de um lado, os governos que negociam na COP 22 se mobilizam para agilizar e implementar as ações para reduzir o impacto das mudanças climáticas; por outro, a sociedade civil, as organizações não governamentais, universidades, cientistas, iniciativa privada e a Igreja católica, através das mensagens ambientalistas do papa Francisco, se articulam para colocar em prática ações que podem salvar o planeta da sua maior crise climática de todos os tempos.

REDD+
Especificamente sobre a Amazônia, amadurece a necessidade da criação de um sólido Mercado de crédito de carbono, para servir como instrumento às compensações das emissões das grandes indústrias poluentes em escala mundial. "O REDD + é fundamental para auxiliar a humanidade neste momento crucial que estamos vivendo", afirmou o superintendente-geral da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), Virgílio Viana (leia artigo exclusivo).

Financiamentos
O Fundo Amazônia; o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF); o Banco Mundial; bancos de financiamentos de projetos ambientais da Alemanha; Reino Unido; Japão; China; Estados Unidos da América; em que pese a postura de Donald Trump; estão dispostos a investir fortemente no REDD +. Essas instituições, por sua vez, aguardam a regularização global deste mecanismo, que defende a floresta em pé, e representa um dos maiores ativos ambientais da Amazônia, junto com a biodiversidade e a água.

Os vilões das mudanças climáticas
A humanidade está à beira do abismo com as mudanças climáticas. E os combustíveis fósseis, petróleo e seus derivados, bem como o carvão, são vilões desta página da história da Terra. Os países produtores de petróleo como Venezuela; Estados Unidos da América; Rússia; do Oriente Médio; México; Brasil; Nigéria; Noruega; sabem que as energias limpas (eólica, solar, elétrica, biomassas, entre outras), nesta direção, representam um novo patamar da qualidade de vida no planet e a resposta aos gases de efeito estufa, que elevam a temperatura do planeta comprometendo o clima de forma dramática.

É neste item, energias renováveis, que surge uma luz na COP 22. A análise do cientista Carlos Nobre é de que “se Washington for contrário a esse tipo de energia, em escala global, a China e a Alemanha vão dominar o mercado comprometendo o desempenho da economia americana. Seria um tiro no pé”, comentou. (A.X.)

Fonte: A Crítica

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